Contos obscuros

Almas

Rostos desfigurados adornam
as frias lápides dos túmulos.
Apontam os dedos descarnados
os transeuntes nauseabundos.
Entre gritos, se desesperam
os falecidos noctâmbulos.
Choram os olhos arrancados
das órbitas, os olhares profundos.
Não há purgatório, céu ou inferno;
Almas libertas ou corpos ressuscitados.
Jazem solitários no nada eterno,
os malditos sonhos frustrados.
E as vozes que gritam se calam;
Cessam os agonizantes estrídulos.
Recolhem-se e, derrotados, blasfemam,
os odientos cadáveres incrédulos.

by Karin

Quando A Lua Se Esconde

Quando tudo se faz perder
Aonde todo o tempo eu me vi
Agora são todos responsáveis pelo
que fiz
E por todo este momento

A lua se esconde profundamente
Aonde o sangue é apenas um
recurso
Sonhe com este último momento
Perca tudo isto profundamente
Quando a lua se esconder

Por séculos e décadas vi pessoas
morrerem
E quando a última nota suave se
apresenta
E quando as velas se apagam
E quando as almas voltam seus
olhares para o céu
Sonhe com as cortinas caindo

A lua se esconde profundamente
Por todo pedaço de meu corpo
Viva este último momento
Veja-me perder tudo
profundamente
Quando a lua sorrir para você

by Stigmata XXI

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